Nas nossas aulas nós
vimos que os reis das cidades-Estado mesopotâmicas controlavam todas as
atividades, sejam elas religiosas, políticas, econômicas ou administrativas. Todos
esses reis procuraram causar em seus súditos e povos dominados uma impressão de
autoridade, força e poder utilizando vários símbolos na forma de pinturas,
esculturas e também na arquitetura. A arquitetura mesopotâmica, imponente
e grandiosa, refletia todo o poder do Estado e do seu rei.
Um dos exemplos da utilização destes símbolos pelos reis mesopotâmicos são os relevos que adornavam o palácio do rei Sargão I, que ficava em Dur Sharrukin, hoje Khorsabad, no Iraque. Nesses relevos o rei era representado na forma de uma figura de um enorme touro alado de 3,3 m de altura com cabeça humana.
Os impressionantes relevos
e restos do palácio do rei Sargão estão expostos no Museu do Louvre, em Paris.
Neste vídeo do youtube, você pode ter um pouco da noção da grandiosidade e beleza desses relevos.
O Código de Hamurabi é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia pelo rei babilônico Hamurabi, por volta do século XVIII a.C.
O objetivo principal do Código era unificar todo o reino babilônico através de um conjunto de leis comuns. Para isso, o rei Hamurabi mandou espalhar cópias deste código em várias regiões do reino.
E como eram essas cópias?
Já vimos em sala que os mesopotâmicos inventaram aescrita cuneiforme, que era uma
forma de escrita feita em rochas ou blocos de argila. Pois as 281 leis do Código
de Hamurabi foram talhadas em caracteres cuneiformes numa rocha de diorito
(estela). Essas leis determinavam regras e punições para todos os eventos da
vida cotidiana: relações familiares, comércio, construção civil, agricultura,
pecuária, entre outros.
Baseada na lei de Talião
- "olho por olho, dente por dente" - as leis do Código determinavam
uma punição para cada ato fora da lei, que era proporcional ao crime cometido.
Algumas leis do Código
de Hamurabi:
- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder
provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à
morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente
condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à
morte.
- Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da
frente do local do arrombamento e ser enterrado.
- Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele
deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra.
- Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela,
esta mulher não será considerada esposa deste homem.
- Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o,
este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra pessoa.
Em 1901, uma das cópias
com o Código foi encontrado por cientistas na região do atual Irã. Atualmente
ela se encontra no Museu do Louvre, em Paris.
O mundo em que vivemos nasceu na Mesopotâmia, há mais de 3.000 anos atrás. Início das primeiras cidades do mundo, a "terra entre rios" é o local de nascimento da escrita, das leis codificadas, do planejamento urbano, do comércio de longa distância e da construção de grandes impérios.
A
Babilônia é uma das cidades mais importantes da Antiguidade. Sua localização é
assinalada atualmente por uma região de ruínas a leste do rio Eufrates, a 90 km
ao sul de Bagdá, no Iraque. A cidade foi a capital do Império Babilônico
durante os milênios II e I a.C.
A
antiga cidade da Babilônia, no reinado de Nabucodonosor II, era uma maravilha
aos olhos dos viajantes. "Além do tamanho- escreveu o historiador grego
Heródoto, em 450 a.C -a
Babilônia ultrapassa em esplendor qualquer cidade do mundo conhecida até hoje".
Foi no reinado de Nabucodonosor que a Babilônia atingiu seu
apogeu. O rei protegeu sua capital, Babilônia, com linhas de muralhas e um muro
entre os rios Tigre e Eufrates, além de um imenso lago artificial que também
protegia a cidade.
Nabucodonosor também impulsionou o desenvolvimento
arquitetônico com luxuosos palácios para os funcionários públicos.
Entre
as obras que embelezaram a Babilônia e que ficaram particularmente famosas,
estão osJardins Suspensos da Babilônia (terraços jardinados construídos em
pátios elevados sustentados sobre colunas) e ozigurate de Marduk, um enorme templo que homenageava o deus com o mesmo nome.
Jardins suspensos
Jardins suspensos
Zigurate de Marduk
Uma das mais belas construções de Nabucodonosor é oPortal de Ishtar. Construído com azulejos azuis brilhantes e portanto faixas
de baixo relevo ilustrando dragões e leões, o portal homenageava a deusa do
amor e da fertilidade. É o oitavo portal da cidade da Babilônia e através dele
corria o Caminho de Procissão, lineado por paredes cobertas por leões em
tijolos de vidro.
Portal de Ishtar
Caminho da procissão
Caminho da procissão
Caminho da procissão
Este vídeo doYoutube, utilizando informações históricas e
arqueológicas e também uma certa liberdade artística, reconstrói as maravilhas
de uma das cidades mais belas da antiga Mesopotâmia. Vale a pensa assistir.
CRÉDITOS DAS IMAGENS: As imagens apresentadas nest post foram criadas para a
exposição "Mesopotâmia: inventando nosso mundo", do Museu Real de Ontário, Canadá. Elas podem ser
encontradas no site http://www.kadingirra.com/index.html.
Os alunos da turma 1603 tiveram a oportunidade de ler e conhecer a A Epopeia de Gilgamesh, uma lenda dos povos sumérios que narra as aventuras de Gilgamesh, rei da cidade de Uruk.
Após a leitura da história, que está dividida em três partes, os alunos produziram desenhos e resumos sobre a parte da lenda que acharam mais interessante.
A escolha em utilizar a história do rei Gilgamesh em sala de aula tem alguns motivos: primeiro, porque é a narrativa literária mais antiga já encontrada (foi escrita aproximadamente em 2.500 a.C) e segundo, porque a historia traz vários elementos sobre a cultura mesopotâmica que são trabalhados em sala de aula (como a relação dos povos mesopotâmicos com a religião, por exemplo), ajudando os alunos na compreensão da história desses povos tão antigos e tão diferentes de nós. Tudo isso através da leitura de uma narrativa muito interessante e cheias de aventuras!
Abaixo, as produções artísticas dos alunos sobre a história do rei Gilgamesh.
Para saber mais sobre a história e os livos que compõem a trilogia A Epopeia de Gilgamesh, clique aqui e leia nosso post sobre o tema.
O mundo em que vivemos nasceu na Mesopotâmia, há mais de 3.000 anos atrás. Início das primeiras cidades do mundo, a "terra entre rios" é o local de nascimento da escrita, das leis codificadas, do planejamento urbano, do comércio de longa distância e da construção de grandes impérios.
A Babilônia é uma das cidades mais importantes da Antiguidade. Sua localização é assinalada atualmente por uma região de ruínas a leste do rio Eufrates, a 90 km ao sul de Bagdá, no Iraque. A cidade foi a capital do Império Babilônico durante os milênios II e I a.C.
A antiga cidade da Babilônia, no reinado de Nabucodonosor II, era uma maravilha aos olhos dos viajantes. "Além do tamanho - escreveu o historiador grego Heródoto, em 450 a.C - a Babilônia ultrapassa em esplendor qualquer cidade do mundo conhecida até hoje".
Foi no reinado de Nabucodonosor que a Babilônia atingiu seu apogeu. O rei protegeu sua capital, Babilônia, com linhas de muralhas e um muro entre os rios Tigre e Eufrates, além de um imenso lago artificial que também protegia a cidade.
Nabucodonosor também impulsionou o desenvolvimento arquitetônico com luxuosos palácios para os funcionários públicos.
Entre as obras que embelezaram a Babilônia e que ficaram particularmente famosas, estão os Jardins Suspensos da Babilônia (terraços jardinados construídos em pátios elevados sustentados sobre colunas) e o zigurate de Marduk, um enorme templo que homenageava o deus com o mesmo nome.
Jardins Suspensos
Jardins Suspensos
Zigurate de Marduk
Zigurate de Marduk
Uma das mais belas construções de Nabucodonosor é o Portal de Ishtar. Construído com azulejos azuis brilhantes e portanto faixas de baixo relevo ilustrando dragões e leões, o portal homenageava a deusa do amor e da fertilidade. É o oitavo portal da cidade da Babilônia e através dele corria o Caminho de Procissão, lineado por paredes cobertas por leões em tijolos de vidro.
Este vídeo do Youtube, utilizando informações históricas e arqueológicas e também uma certa liberdade artística, reconstrói as maravilhas de uma das cidades mais belas da antiga Mesopotâmia. Vale a pensa assistir.
CRÉDITOS DAS IMAGENS: As imagens apresentadas nest post foram criadas para a exposição "Mesopotâmia: inventando nosso mundo", do Museu Real de Ontário, Canadá. Elas podem ser encontradas no site http://www.kadingirra.com/index.html.
Foi no reinado do rei Nabucodonosor II que a Babilônia atingiu todo o seu esplendor. Este rei governou por 42 anos o Segundo Império Babilônico. Para proteger sua cidade, a Babilônia, Nabucodonosor mandou construir grandes muralhas ao seu redor. E o Portal de Isthar era a principal porta de
entrada da cidade. O portal era
dedicado à deusa Ishtar, deusa do amor e da fertilidade, e foi considerado uma das mais importantes
obras arquitetônicas construídas pelo rei.
O portal tinha um longo
corredor decorado com azulejos azuis, cobertos por dragões e leões dourados. A
extrema beleza e riqueza dos detalhes artísticos elevaram o Portal de Ishtar ao
status de uma das maiores maravilhas do mundo antigo. Ele era um dos portões
que constituíam a beleza arquitetônica da Babilônia.
Assim como toda a Babilônia, o Portal de Ishtar foi coberto pela areia. No início do século XX, suas fundações e tijolos vitrificados foram descobertos por pesquisadores e foi restaurado. Hoje ele encontra-se exposto no Pergamon Museu, em Berlim, na Alemanha.
Nas nossas aulas nós vimos que os reis das cidades-Estado mesopotâmicas controlavam todas as atividades, sejam elas religiosas, políticas, econômicas ou administrativas. Todos esses reis procuraram causar em seus súditos e povos dominados uma impressão de autoridade, força e poder utilizando vários símbolos na forma de pinturas, esculturas e também na arquitetura. A arquitetura mesopotâmica, imponente e grandiosa, refletia todo o poder do Estado e do seu rei.
Um dos exemplos da utilização destes símbolos pelos reis mesopotâmicos são os relevos que adornavam o palácio do rei Sargão I, que ficava em Dur Sharrukin, hoje Khorsabad, no Iraque. Nesses relevos o rei era representado na forma de uma figura de um enorme touro alado de 3,3 m de altura com cabeça humana.
Os impressionantesrelevos e restos do palácio do rei Sargão estão expostos no Museu do Louvre, em Paris.
Neste vídeo do youtube, você pode ter um pouco da noção da grandiosidade e beleza desses relevos.
Rei Hamurabi recebendo de Shamash, o deus Sol, as leis do Código que levou seu nome.
Imagem retirada da internet.
O Código de Hamurabi é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia pelo rei babilônico Hamurabi, por volta do século XVIII a.C.
O objetivo principal do Código era unificar todo o reino babilônico através de um conjunto de leis comuns. Para isso, o rei Hamurabi mandou espalhar cópias deste código em várias regiões do reino.
E como eram essas cópias? Já vimos em sala que os mesopotâmicos inventaram a escrita cuneiforme, que era uma forma de escrita feita em rochas ou blocos de argila. Pois as 281 leis do Código de Hamurabi foram talhadas em caracteres cuneiformes numa rocha de diorito (estela). Essas leis determinavam regras e punições para todos os eventos da vida cotidiana: relações familiares, comércio, construção civil, agricultura, pecuária, entre outros.
Baseada na lei de Talião - "olho por olho, dente por dente" - as leis do Código determinavam uma punição para cada ato fora da lei, que era proporcional ao crime cometido.
Detalhes da estela de diorito com as leis escritas em caracteres cuneiformes.
Imagem retirada da internet.
Algumas leis do Código de Hamurabi:
- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte. - Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte. - Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte. - Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado. - Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra. - Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem. - Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra pessoa.
Em 1901, uma das cópias com o Código foi encontrado por cientistas na região do atual Irã. Atualmente ela se encontra no Museu do Louvre, em Paris.
Estela de diorito onde está inscrito o Código de Hamurabi. A estela está disponível para visitação no Museu do Louvre, em Paris.
Imagem retirada da internet.
Essa tem sido uma pergunta bastante frequente durante nossas aulas e conversas sobre o estudo dos povos da Antiguidade, principalmente dos povos da Mesopotâmia, que tem sido objeto de nossos estudos.
Porque estudamos povos que estão distantes da nossa realidade tanto em termos geográficos como em relação ao tempo?
Para responder essa questão, trouxe um trecho do livro do Professor Marcelo Rede, da Universidade de São Paulo.
“Conhecendo mais sobre essas sociedades
do passado, sobre seus hábitos estranhos e seus modos de vida tão diferentes
dos nossos, você não só ganhará informações, como também se acostumará ainterpretar as diversas culturas e a
perceber que elas são como são por causa de muitos fatores, que agem em
conjunto e nem sempre são visíveis, e que elas não são uma obra do destino, mas
uma construção dos homens.Isso poderá ajudá-lo a compreender
melhor as sociedades humanas...inclusive a sua.”(REDE, Marcelo.A Mesopotâmia.São Paulo:
Saraiva, 2002, p.6).
E aproveitando a ocasião, recomendo a leitura do livro de onde esse trecho foi retirado. Você terá a oportunidade de se aprofundar e aprender um pouco mais sobre essa sociedade tão fascinante.
A grandiosidade foi a característica marcante da arquitetura religiosa e real na antiga Mesopotâmia. As principais construções eram palácios e templos oponentes que refletiam o poder do Estado, da força militar e da autoridade religiosa.
Movido pela fé e pela coerção e sob o regime de servidão coletiva, a maioria dos camponeses era obrigada a trabalhar nessas grandes construções e obras públicas, além de entregar parte da sua produção ao palácio e aos templos.
Um exemplo de construção mesopotâmica é o zigurate, torre onde ficava o templo religioso. Como a religião dos povos da Mesopotâmia era politeísta e cada templo era dedicado a um único deus, havia vários zigurates nas cidades.
Conheça um pouco mais sobre essas construções! Clique nas imagens abaixo e tenha acesso a informações sobre alguns zigurates que foram construídos em algumas cidades mesopotâmicas.