João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto foi um jornalista, tradutor e teatrólogo brasileiro. Mais conhecido como João do Rio, foi um dos mais influentes escritores do início do século XX e ocupou a cadeira nº 26 da Academia Brasileira de Letras.
Seus textos descrevem os marginalizados da sociedade carioca há mais de cem anos: prostitutas, trabalhadores do porto, tatuadores, mendigos, meninos de rua, entre outros. Foi um dos primeiros jornalistas a sair às ruas em busca de notícias. Até então, os jornais brasileiros eram constituídos por artigos e textos literários escritos por pessoas de renome na sociedade.
Em seus textos, o autor faz um inventário do que vê pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro - uma cidade que ao se despontar como capital da nascente república, sofre profundas transformações urbanísticas e sociais.
Grande parte de suas obras estão sob domínio público, isto é, ela pode ser utilizada por qualquer pessoa. Você pode ter acesso a algumas das principais obras de João do Rio baixando os textos pela internet.
Que tal aproveitar esses dias de quarentena para conhecer mais sobre o Rio de Janeiro do início do século XX?
Para ajudá-los a compreender melhor as mudanças trazidas pela instauração da República no Brasil, indico a leitura do livro paradidático A República do Progresso.
Muitos assuntos tratados nesse livro ajudarão vocês a fazerem as atividades propostas no material de complementação pedagógica enviada pela SME.
Bons estudos!
Observação: clique na imagem para abrir a página com acesso ao livro.
Olá, alunos do 8º Ano!
Segue mais um material para ajudá-los a realizar as atividades que estão no material de complementação pedagógica enviado pela SME.
Além de estudar os slides, assistam também o vídeo.
Hoje, vamos falar um pouco mais sobre o Absolutismo e, principalmente, sobre um exemplo prático de como ele ocorreu. Como vocês já sabem, a principal característica do Absolutismo é a concentração do poder nas mãos do rei.
Para construir e garantir esse poder, o rei precisava do auxílio da nobreza e da burguesia, além do apoio da Igreja que através da Teoria do Direito Divino, contribuía para disseminar a crença de que o rei era um soberano divino.
Já ouviram falar no rei Luís XIV de França? Ele ficou conhecido na História como um dos maiores representantes dos monarcas absolutistas da Europa. E era chamado por seus súditos de REI-SOL. Mas por que? O sol simboliza a vida, a criação, o poder, a glória, a supremacia. Desse ponto, Luís XIV se considerava o próprio Sol da França. O sol é o símbolo da vida, mas também da ordem e do rigor. Ele servia também para lembrar aos súditos que toda contestação aos poderes do Rei acarretariam a morte do indivíduo contestatário.
Luís XIV construiu o imponente de luxuoso Palácio de Versalhes, símbolo de todo poder, luxo e riqueza do absolutismo francês. Lá ele vivia com sua família e toda corte francesa - cerca de 10 mil pessoas (quase 3 mil membros da nobreza, empregados e funcionários) - que gastavam 6% da arrecadação de impostos francesa. Quase todo o resto dos impostos era consumido por dívidas militares, sobrando muito pouco para os outros 19 milhões de franceses espalhados pelo país. Os nobres que viviam no palácio eram distraídos com músicas, jogos e festas caríssimas que levavam o país à falência econômica. Enquanto a população passava fome, a nobreza esbanjava.
Veja abaixo algumas imagens do Palácio.
Assista o documentário abaixo sobre a construção do Palácio de Versalhes. Ao assistir o vídeo, preste atenção nas seguintes questões: a) Toda decoração do Palácio foi criada pelo rei e para ele. A disseminação da imagem do rei como ser divino e absoluto foi construída através de pinturas, esculturas e obras de arte que exaltavam a figura real. b) A ideia de levar toda a corte francesa para viver em Versalhes tinha o objetivo de controlar os nobres através de uma politica de troca de favores e pagamento de pensões aos cortesões. Com a nobreza por perto, o rei podia evitar rebeliões dos nobres contra ele.
c) Foi com Luís XIV que surgiram as cerimônias e os rituais que hoje denominamos “etiqueta”, pois tudo era executado meticulosamente em função das suas vontades e caprichos. Luís XIV levava tão a sério essa sua vontade de ser visto como um Rei Sol que todos os seus gestos cotidianos eram efetuados em público. Desta forma, a corte podia assistir todos os atos da vida do Rei ao longo do dia, desde que ele acordava até que ia dormir, passando mesmo pelas atividades íntimas.
Como vocês estão acompanhando, estamos em recesso escolar cumprindo as recomendações dos órgãos de saúde a fim de evitar a disseminação do coronavírus. Durante esse tempo em que devemos ficar em casa, vamos aproveitar para ver filmes, ler um bom livro e também estudar e revisar os conteúdos vistos em sala de aula.
Para ajuda-los, produzi um pequeno material onde vocês podem rever e tirar as dúvidas que ainda tenham acerca dos assuntos trabalhados nas últimas aulas. Assim, vocês voltam com os assuntos bem fresquinhos na mente e podemos dar continuidade aos conteúdos do bimestre.
Aqui vocês irão encontrar 2 vídeos sobre a Crise do Segundo Reinado e a Proclamação da República + lista de atividades. Assistam os vídeos, consultem os cadernos, façam pesquisa na internet. Respondam as questões no caderno e tragam suas dúvidas quando retornarmos, ok?
Que essa fase passe logo e que possamos estar juntos novamente. Todos bem e com saúde!
O FIM DO IMPÉRIO DO BRASIL
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
ATIVIDADES
Leia os textos e responda as questões propostas.
TEXTO 1
Ao fim da Guerra do Paraguai, “o número de negros no Brasil sofreu uma
grande queda, uma vez que havia um branco para cada 45 negros nas forças
brasileiras. A navegação brasileira dos rios Paraná e Paraguai foi garantida. O
Império, de acordo com Eduardo Galeano (1985), ganhou mais de 60 mil km² de
território e levou muitos prisioneiros paraguaios como mão de obra escrava. O
exército brasileiro ficou mais unido e ganhou importância política. Ele tornou-se
um centro de contestação à escravidão e ao Império, e aderiu às campanhas
abolicionista e republicana. A guerra do Paraguai foi uma das causas da queda
do Império brasileiro.”
Responda: Que grupo ganhou importância política a partir da Guerra do Paraguai e como
contribuiu para a queda do império brasileiro?
TEXTO 2
O bispo [...] D. Vital [...] juntamente com D. Antônio de Macedo Costa, bispo do
Pará, [...] foram condenados a pena de 4 anos com trabalhos forçados,
causando grande comoção nacional. Em 1875 a Questão foi encerrada com a
comutação da pena pelo imperador e a anistia concedida aos bispos. Contudo,
a Questão religiosa acirrou a intransigência da alta hierarquia da Igreja [...] De
outro lado, porém, quebrou o encanto da função monárquica. Para as
mentalidades que defendiam o progresso a atuação do governo no episódio
revelou-se fraca e movida unicamente pelos interesses políticos do gabinete
conservador. Para os fiéis [...] a prisão dos bispos indicou o caráter arbitrário
das instituições, distanciando-os do regime. Para a grande massa da população,
ainda presa à religiosidade antiga, tudo aquilo não passara de uma impiedade.
De todos os espíritos, retirava-se do cetro de D. Pedro II a aura mágica, que lhe
tinha assegurado até então o exercício do poder.
Glossário:
Comutação: Substituição de uma pena ou sentença mais grave por
uma mais branda/leve.
Anistia: Ato do poder público que anula condenações.
Responda: Que problema ou questão levou à diminuição do poder da monarquia?
TEXTO 3
A abolição da escravatura também colaborou para o fim do Brasil Império, que
perdeu importante apoio das elites agrárias, prejudicadas com a decisão do
governo de não indenizá-las de acordo com o número de escravos alforriados.
Responda: Por que as elites agrárias deixaram de apoiar o governo imperial?